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Dente fraturado precisa ser extraído? Entenda quando ainda é possível restaurar

29 de ago.
6 min de leitura

Atualizado: 1 de set.

Dr. Felipe Pohlmann em consulta odontológica no consultório, conversando com uma paciente sentada à mesa em ambiente moderno e acolhedor em Canela/RS.
Dr. Felipe Pohlmann em consulta odontológica no consultório, conversando com uma paciente sentada à mesa em ambiente moderno e acolhedor em Canela/RS.

Quebrar ou fraturar um dente costuma gerar muita preocupação. A primeira dúvida de muitos pacientes é: “Será que vou perder esse dente?” ou “Será que vai ter que arrancar?”.

A resposta depende do caso. Nem todo dente fraturado precisa ser extraído. Em muitas situações, ainda é possível restaurar, reconstruir, fazer uma restauração em resina, uma coroa, uma onlay ou até associar o tratamento a outras etapas, como o tratamento de canal, quando necessário.

Por outro lado, alguns dentes muito quebrados, com fraturas profundas, infecção, mobilidade ou pouca estrutura restante, podem realmente não ter um bom prognóstico. Nesses casos, a extração pode ser considerada e, depois, é possível planejar formas de substituir o dente perdido, como implante dentário ou prótese, dependendo da avaliação.

Para quem está com dente quebrado, dente furado, dente fraturado ou dor ao mastigar, o mais importante é não tentar decidir sozinho se o dente “tem salvação” ou não. A avaliação odontológica é o que permite entender a extensão da fratura e definir o tratamento mais adequado.


Nem todo dente fraturado precisa ser extraído


Um dente fraturado não significa, automaticamente, que ele precisa ser arrancado. A decisão depende de vários fatores, como o tamanho da fratura, a região atingida, a quantidade de estrutura dental que sobrou, a condição da raiz, a presença de dor, infecção, mobilidade e a possibilidade de restaurar o dente com segurança.

Algumas fraturas são pequenas e podem ser resolvidas com restaurações. Outras envolvem uma parte maior do dente e precisam de reconstruções mais extensas. Existem ainda casos em que a fratura compromete a raiz ou vai muito abaixo da gengiva, tornando o tratamento mais difícil.

Por isso, dois dentes aparentemente parecidos podem ter diagnósticos completamente diferentes. Um pode ser restaurado, enquanto outro pode precisar de extração.


Dente quebrado tem como restaurar?


Sim, muitas vezes o dente quebrado tem como restaurar. Mas isso depende da quantidade de dente que ainda está íntegra e da profundidade da fratura.

Quando a quebra é pequena ou moderada, pode ser possível restaurar o dente com resina. A restauração em resina ajuda a devolver formato, função e estética, principalmente quando ainda existe estrutura dental suficiente para suportar o tratamento.

Em casos maiores, pode ser necessário fazer uma reconstrução, uma onlay ou uma coroa dentária. A onlay é uma restauração indireta, geralmente feita fora da boca e cimentada sobre o dente, indicada em alguns casos em que a perda de estrutura é maior. Já a coroa envolve uma cobertura mais ampla do dente, podendo ser indicada quando ele está bastante comprometido, mas ainda pode ser mantido.

Quando a fratura ou a cárie chega muito perto do nervo do dente, o tratamento de canal pode ser necessário antes da restauração ou da coroa. A indicação depende do exame clínico e dos exames de imagem.


Dente furado tem que arrancar?


Nem sempre. Um dente furado por cárie não precisa necessariamente ser extraído. Em muitos casos, o tratamento pode envolver a remoção da cárie e a realização de uma restauração.

Quando a cárie está mais profunda, pode ser necessário avaliar se houve comprometimento da polpa, que é a parte interna do dente. Se isso aconteceu, o tratamento de canal pode ser indicado em alguns casos.

A extração costuma ser considerada quando o dente está muito destruído, quando a cárie avançou a ponto de não restar estrutura suficiente para uma restauração segura, ou quando existe fratura, infecção ou perda óssea que prejudica o prognóstico.

Por isso, a frase “dente furado tem que arrancar” não é sempre verdadeira. O que define o tratamento é o diagnóstico.


Quando o dente muito quebrado ainda pode ser salvo?


Um dente muito quebrado ainda pode ser mantido quando existe estrutura suficiente para reconstrução e quando a raiz está em boas condições.

Alguns pontos ajudam o dentista a avaliar se o dente pode ser restaurado:

  • quantidade de estrutura dental restante;

  • profundidade da fratura;

  • condição da raiz;

  • presença ou não de fratura vertical;

  • suporte ósseo ao redor do dente;

  • saúde da gengiva;

  • presença de infecção;

  • possibilidade de fazer uma restauração, onlay ou coroa com segurança;

  • relação do dente com a mordida.

Em alguns casos, mesmo que o dente pareça muito destruído, ainda existe possibilidade de tratamento. Em outros, mesmo uma fratura aparentemente pequena pode ser mais grave se atingir a raiz ou se estiver localizada em uma região difícil de restaurar.

Por isso, olhar apenas para a parte visível do dente não é suficiente.


Quando pode ser necessário extrair o dente?


A extração pode ser indicada quando o dente não apresenta condições seguras de manutenção. Isso não significa que a extração seja sempre a primeira opção, mas em alguns casos ela pode ser a conduta mais adequada.

Algumas situações em que a extração pode ser considerada incluem:

  • fratura vertical da raiz;

  • fratura muito profunda abaixo da gengiva;

  • dente sem estrutura suficiente para restauração;

  • infecção extensa;

  • mobilidade avançada;

  • perda óssea severa;

  • cárie muito profunda e extensa;

  • impossibilidade de fazer uma coroa ou restauração previsível;

  • dente com prognóstico desfavorável a longo prazo.

Nesses casos, insistir em manter o dente pode não ser o melhor caminho. O objetivo do tratamento deve ser recuperar saúde, função e conforto, e não apenas “segurar” um dente sem previsibilidade.


Se precisar extrair, o que pode ser feito depois?


Quando a extração é necessária, é importante pensar no que será feito depois. A perda de um dente pode afetar a mastigação, a estética, a posição dos dentes vizinhos e o equilíbrio da mordida.

Entre as possibilidades de reabilitação, dependendo do caso, estão:

  • implante dentário;

  • prótese fixa;

  • prótese removível;

  • prótese sobre implante;

  • reabilitação oral mais ampla, quando há vários dentes comprometidos.

O implante dentário pode ser uma alternativa para substituir um dente perdido, desde que exista indicação clínica, volume ósseo adequado e planejamento correto. Em alguns casos, pode ser necessário enxerto ósseo ou outras etapas antes da instalação do implante.

A escolha da melhor solução depende da avaliação do dente, do osso, da gengiva, da mordida, da saúde bucal e das expectativas do paciente.


Por que a avaliação odontológica é importante?


A avaliação odontológica é fundamental porque a aparência do dente nem sempre mostra a gravidade real do problema.

Um dente quebrado pode parecer simples, mas esconder uma fratura profunda. Um dente furado pode parecer perdido, mas ainda ter possibilidade de restauração. Um dente com dor pode precisar apenas de restauração, mas também pode indicar inflamação, infecção ou necessidade de tratamento mais complexo.

Durante a consulta, o dentista avalia o dente, a gengiva, a mordida, a presença de dor, mobilidade, restaurações antigas e sinais de infecção. Radiografias podem ser necessárias para analisar raiz, osso e extensão da lesão. Em alguns casos, a tomografia computadorizada pode ser indicada para uma avaliação mais detalhada.

O diagnóstico correto permite definir se o melhor caminho é restaurar, tratar canal, fazer coroa, extrair, planejar implante dentário ou indicar outro tipo de reabilitação.


Dente fraturado em Canela: quando procurar um dentista?


Pacientes que procuram um dentista em Canela por dente quebrado, dente fraturado, dente furado ou dor ao mastigar geralmente querem saber se ainda dá para restaurar ou se será necessário extrair.

O ideal é procurar avaliação assim que possível, principalmente quando existe dor, sensibilidade, fratura visível, mobilidade, inchaço, sangramento, mau cheiro, gosto ruim na boca ou dificuldade para mastigar.

Em Canela/RS, o Dr. Felipe Pohlmann atua com avaliação odontológica, restaurações dentárias, implantes dentários, próteses, odontologia digital, cirurgia guiada, enxertos ósseos, próteses sobre implantes e reabilitação oral, atendendo pacientes de Canela, Gramado e região.

Em casos de dentes quebrados ou muito comprometidos, o planejamento individualizado é importante para entender se o dente pode ser mantido ou se será necessário pensar em extração e substituição por implante dentário ou prótese.


Sobre o Dr. Felipe Pohlmann


O Dr. Felipe Pohlmann (Felipe Severo Pohlmann) é dentista em Canela/RS, especialista em Implantodontia e Ortodontia, mestre em Odontologia pela PUCRS, doutorando em Odontologia pela PUCRS, pós-graduado em Odontologia Digital e professor em cursos de pós-graduação em Implantodontia e Prótese, incluindo a São Leopoldo Mandic, em Belo Horizonte.

Sua atuação clínica envolve restaurações dentárias, implantes dentários, próteses, cirurgia guiada, odontologia digital, enxertos ósseos, próteses sobre implantes e reabilitação oral.

Na prática clínica, utiliza diagnóstico, planejamento digital, exames de imagem e avaliação individualizada para definir a melhor conduta em cada caso, especialmente em situações que envolvem dentes quebrados, dentes comprometidos, perda dentária e necessidade de reabilitação.



Conclusão


Dente fraturado nem sempre precisa ser extraído. Em muitos casos, ainda é possível restaurar, reconstruir ou proteger o dente com uma restauração, onlay ou coroa. Em outras situações, pode ser necessário tratamento de canal antes da reconstrução.

Porém, quando a fratura é muito profunda, quando existe infecção extensa, mobilidade, perda óssea severa ou pouca estrutura dental restante, a extração pode ser considerada. Se isso acontecer, o planejamento da substituição do dente perdido também é importante.

A melhor forma de saber se um dente quebrado pode ser restaurado ou precisa ser extraído é por meio de avaliação clínica e exames complementares.

As informações deste conteúdo têm caráter educativo. A indicação de restauração, tratamento de canal, extração, implante dentário, prótese ou qualquer outro tratamento odontológico depende de avaliação clínica individualizada e exames complementares.

 
 
 

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